quarta-feira, 20 de abril de 2011

Era uma vez a garota que não gostava de sorrir. Ela não era necessariamente triste. Ela apenas não gostava de mostrar felicidade. Tem muita gente invejosa por aí. Ela não via com bons olhos a hipótese de ter pessoas agourando sua felicidade, e muito menos da vida que ela tinha - apesar de achar que não era digna de inveja. Um dia ela conheceu um rapaz. O rapaz tinha feito com que ela ficasse confusa sobre sorrir. Ele achava estranho ela  não deixar fluir e simplesmente mover os músculos da bochecha. Ela era reservada. Ela queria, mas depois de tanto tempo, não conseguia sorrir com facilidade ou naturalidade. E o rapaz que ficou assustado, foi deixando-a de lado. E de lado. E de lado. E longe. Um dia estavam à muitos quilômetros de distância. Entretanto, ela queria sorrir e mostrar que era capaz. E também havia aquela necessidade de sorrir para ele e deixar o rapaz feliz por tal acontecimento que ele criou. E assim tentou. E foi correndo. E correndo. E correndo por todo caminho que os separavam. Ela correu até os pés sangrarem. Não foi até cansarem, foi sangrarem, mesmo. E pior teria sido se ele tivesse a trancado em um cofre, perdido a chave e esquecido a senha. Mas ele só se afastou. E agora ela estava correndo atrás dele. Quando ela o viu de longe, apressou mais ainda as pernas. A dor não importava, não tinha o direito de atrapalhar. E lançou os braços pelo rapaz, e ele correspondeu. O abraço era quente. Pequenas gotas descambavam pelo rosto, mas ela não estava triste. Aquele abraço era o motivo de toda felicidade que poderia acontecer. E ela deu o mais sincero e puro sorriso.