segunda-feira, 30 de abril de 2012

Caiu a ficha da besteira que foi feita.
Caiu. E caiu em um longo abismo.
Vai espatifar toda quando tocar o chão.


Tinha uns sete ou oito anos quando ouviu a palavra pela primeira vez. Era uma quarta-feira ensolarada, e estava voltando da praia com a mãe e o pai. Fim de tarde, quase escurecendo. Uma garota perguntou se o ônibus iria passar pelo terminal, e a mãe respondeu que a próxima parada era o final da linha. Não entendeu aquela conversa e perguntou “Mãe, o que é terminal?” e ouviu-a dizer que terminal é o fim da linha. Quando o caminho acaba e o itinerário chega ao fim. Quando tudo acaba.








T e r m i n a l . 
T é r m i n o . 
T e r m i n o u .



em letras vermelhas, cor de sangue.


cor   de   dor.


“Fala pra ele que a vida é um balão. 
Para cuidar do seu coração. 
E chora...”.

sábado, 28 de abril de 2012


Eu te busco, mas quando chego à porta da sua casa, dou meia volta e vou embora para não atrapalhar o seu sono.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sobre a vontade de cair no vazio e deixar-se dissolver

sábado, 7 de abril de 2012

Sobre pedir desculpas, quando não sabe o que fez de errado ou se fez algo, mas mesmo assim, sente que deve fazer isso.

segunda-feira, 2 de abril de 2012